Autores
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Ana Margarida Falcão



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Barry Wallenstein



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Eduardo Pitta



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Fernando Pinto do Amaral



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Francesco Benozzo



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Francisco José Viegas



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Graça Alves



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Inês Pedrosa



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Jaime Rocha



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João Carlos Abreu



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Joel Neto



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José Manuel Fajardo



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José Mário Silva



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Karla Suárez



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Manuela Ribeiro



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Patrícia Reis



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Paulo Sérgio BEJu



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Pedro Vieira



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Rui Nepomuceno



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Valter Hugo Mãe



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Yang Lian



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Moderadores
Ana Isabel Moniz



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Castanheira da Costa



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Diana Pimentel



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Donatella Bisutti



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Francisco Fernandes

Participações Especiais
Giorgio Longo



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José Viale Moutinho



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Manuele Masini



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Massimo Cavalli

Sáb, 17/Mar/12
Sáb, 17/Mar/12

 

A Livraria Esperança é uma referência, seja no Funchal, na Madeira, ou no mundo. Já vários foram os protagonistas e participantes do FLM que visitaram a mítica Livraria nestes últimos três dias. Sara Figueiredo Costa, da revista LER, foi um dos visitantes e, por consequência cliente, do livreiro Jorge Figueira de Sousa, vencedor do Prémio Especial Livreiro dos Prémios de Edição LER / Booktailors e recentemente homenageado pela Livraria Culsete. Leia o post no Cadeirão Voltaire.


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por festivalliterariodamadeira às 11:15 | comentar | partilhar

Qui, 17/Mar/11
Qui, 17/Mar/11

 

Descoberto oficialmente pelos navegadores portugueses Tristão Vaz Teixeira, Bartolomeu Perestrelo e João Gonçalves Zarco em 1419, é fácil compreender por que motivo o arquipélago da Madeira é conhecido como a «Pérola do Atlântico».

 

Foi a ilha do Porto Santo a primeira a ser descoberta, em 1418, na sequência de uma tempestade ocorrida em alto-mar, durante a qual a embarcação dos navegadores foi afastada da sua rota, pela costa de África, devido ao mau tempo. Depois de muitos dias à deriva, avistou-se uma pequena ilha a que os navegadores chamaram Porto Seguro, Porto Santo, uma vez que salvou a tripulação de Zarco de um destino fatídico. Um ano após a descoberta do Porto Santo, os navegadores chegaram à ilha da Madeira. Aparentemente, esta terá sido assim apelidada dada a abundância de tal matéria-prima naquelas terras.

 

Mais recentemente, ao longo dos séculos xix e xx, floresceu na Madeira o setor turístico, tornando-se rapidamente uma referência obrigatória para a aristocracia europeia, que aí fixou residência temporária, atraída pelas qualidades terapêuticas naturais da ilha.

As condições gerais de localização e o desenvolvimento das rotas dos grandes paquetes, aliadas à benignidade do seu clima, fizeram do Funchal um dos grandes destinos turísticos europeus de meados do século xx.

 

Natureza e Património da Humanidade

 

 

Em 1999, a Floresta Laurissilva da Madeira foi reconhecida como Património Mundial Natural da UNESCO. Efetivamente, uma das principais atrações da ilha é o seu património natural. Este assenta na sua luxuriante e variada vegetação, que se distingue por uma combinação de características tropicais com as mediterrânicas, originando um mosaico vegetal extremamente rico, com infinitas tonalidades de verdes.

Abençoada por uma posição geográfica privilegiada, que determinou a sua orografia montanhosa, a ilha da Madeira oferece uma espantosa amenidade climatérica, com temperaturas médias muito suaves que oscilam entre os 25 ºC no verão e os 17 ºC no inverno. Por influência da corrente quente do golfo do México, a água do mar é igualmente muito temperada, apresentando temperaturas médias no verão de 22 °C e no inverno de 18 ºC.

 

A Madeira é, pois, conhecida pelas harmoniosas formas e contrastantes cores das inúmeras plantas exóticas, oriundas de quase todos os continentes e que aí se encontram tão bem adaptadas como no seu habitat natural. As famosas levadas da Madeira ou as suas veredas podem conduzir os seus visitantes até aos 1862 metros de altitude, envoltos por uma beleza indescritível. Os passeios mais conhecidos são os do Rabaçal em direção às 25 Fontes; o das Queimadas, até ao Caldeirão Verde; o que parte do Pico do Areeiro até ao Pico Ruivo; e o que vai do Ribeiro Frio à Portela. Existe ainda um passeio especialmente preparado para pessoas com mobilidade reduzida, igualmente deslumbrante mas apresentando um baixo grau de dificuldade: o percurso entre o Pico das Pedras e as Queimadas. Para os amantes do turismo ativo, o arquipélago madeirense oferece cenários naturais de eleição para a prática de inúmeros desportos (mar, terra e ar), com destaque especial para os passeios a pé.

 

 

Cultura e gastronomia

 

 

A vasta herança cultural madeirense remonta à época dos Descobrimentos e está presente em museus, igrejas, palácios, solares, nos hábitos e nos costumes, no folclore e nas diversas manifestações artísticas dos madeirenses.

Dos mais tradicionais aos mais contemporâneos, muitos dos edifícios regionais estão classificados como Monumento Nacional ou Imóvel de Interesse Público: a sua beleza arquitetónica e componentes históricos não deixam ninguém indiferente. Merecem uma visita o Palácio de São Lourenço, a Fortaleza do Pico, a Sé Catedral, a Igreja do Colégio ou dos Jesuítas, o Convento de Santa Clara, o Forte de São Tiago e o Mercado Municipal dos Lavradores.

 

A simplicidade gastronómica do arquipélago da Madeira retrata a alma de um povo simples mas generoso. Ainda assim, existe uma vasta escolha de produtos regionais de grande qualidade, que permitem a elaboração de um variado menu de especialidades gastronómicas: da cozinha regional à cozinha internacional, passando ainda pelo gourmet. Dada a proximidade com o mar, a maioria dos restaurantes disponibiliza excelentes pratos de marisco e de peixe fresco. Lapas grelhadas, polvo e camarão, nas suas variadas formas, bifes de atum e filetes de espada à madeirense são apenas alguns exemplos das iguarias locais. Outro prato irrecusável é a espetada de carne de vaca em espeto de pau-de-louro, acompanhada de milho frito e do típico bolo do caco com manteiga de alho. Muito procurados são também o cuscuz de fabrico caseiro, a sopa de trigo, o pão caseiro amassado com batata-doce e a carne de vinha-d’alhos.

 

Os frutos tropicais, abundantes, também emprestam os seus exóticos paladares à confeção das mais variadas sobremesas. Como exemplos, temos a manga, a banana, a pera-abacate, a anona e o maracujá, que poderão ser consumidos em pudins, soufflés, mousses e gelados. A ilha da Madeira ainda apresenta uma rica doçaria; contudo, o doce mais típico desta ilha é o tradicional bolo de mel, considerado o verdadeiro ex-líbris da doçaria de Natal, confecionado com ingredientes ricos, como especiarias variadas, frutos secos e mel de cana-de-açúcar. Muito afamada é também a queijada madeirense, elaborada a partir de requeijão fresco.

 

Relativamente às bebidas, os sumos de frutas naturais, como o maracujá, a papaia, a goiaba, a manga, e a célebre poncha madeirense (com aguardente de cana, mel de abelhas e limão), constituem boas opções. As diferentes castas do afamado vinho Madeira, a saborear como aperitivo ou no final de uma refeição, apresentam-se como escolhas históricas. Escolhido para celebrar a independência dos Estados Unidos da América a 4 de julho de 1776, elogiado por Shakespeare em algumas das suas peças, admirado por reis, príncipes, generais e exploradores, o vinho Madeira é, sem sombra de dúvidas, um precioso néctar dos deuses. São mais de 30 as castas deste vinho, sendo as mais nobres a sercial, a boal, a verdelho e a malvasia.

 

Porém, uma vez na Madeira, também não se pode deixar de conhecer o trabalho minucioso e perfeito do bordado Madeira e dos vimes. Qualquer época do ano é propícia para visitar o arquipélago, mas destacam-se as principais festividades, que incluem as Festas de Carnaval, a Festa da Flor, o Festival do Atlântico, a Festa do Vinho, o Festival de Colombo e as Festas de Fim de Ano.

 

Fonte: Turismo da Madeira.


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