Autores
Afonso Cruz



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Ana Margarida Falcão



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Barry Wallenstein



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Eduardo Pitta



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Fernando Pinto do Amaral



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Francesco Benozzo



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Francisco José Viegas



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Graça Alves



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Inês Pedrosa



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Jaime Rocha



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João Carlos Abreu



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Joel Neto



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José Manuel Fajardo



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José Mário Silva



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Júlio Magalhães



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Karla Suárez



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Manuela Ribeiro



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Patrícia Reis



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Paulo Sérgio BEJu



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Pedro Vieira



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Rui Nepomuceno



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Valter Hugo Mãe



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Yang Lian



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Moderadores
Ana Isabel Moniz



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Castanheira da Costa



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Diana Pimentel



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Donatella Bisutti



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Francisco Fernandes

Participações Especiais
Giorgio Longo



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José Viale Moutinho



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Manuele Masini



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Massimo Cavalli

Sáb, 17/Mar/12
Sáb, 17/Mar/12

 

 

O Teatro Municipal Baltazar Dias teve lotação esgotada para assistir à performance poética pensada e dirigida pela italiana Donatella Bisutti. No palco ouviram-se as vozes e poemas de Yang Lian (China), Barry Wallenstein (EUA), Jaime Rocha, Fernando Pinto do Amaral, José Viale Moutinho e João Carlos Abreu; O acompanhamento musical esteve a cargo de Francesco Benozzo e de Massimo Cavalli.

 

 

Yang Lian trouxe a névoa dos misty poets chineses, um grupo de autores que reagiu contra as limitações da Revolução Cultural e o massacre de Tianamen. Classificados como obscuros pelo governo chinês, autointitularam-se os «poetas nebulosos» e partiram para o exílio.

 

«Unimaginable that Du Fu’s little boat was once

moored on this ceramic river

I don’t know the moonlight see only the poem’s clarity

attenuated line by line to a non-person

to the symbols discussing and avoiding everything

I’m no symbol a sun dying under the sunflower seed’s hard shell

nor is the sun snow-white collapsed meat of children

nor have I disappeared daybreak’s horizon impossibly

forgot that pain bones like glass sliced by glass

I didn't scream, so must scream at each first light

an earthquake never stands still

no need to suffocate the dead planting rows of fences to the ends of the earth

handcuffing ever more shameful silence so I don’t fear

the young policewoman interrogating my naked body

it was formed by fire no different to yoursknowing no other way to shatter but a

hundred millions shatterings within myself

falling into no soil only into the river that can’t flow

that cares nothing for the yellow flower within the stone having to go on

to hold back like a drop of Du Fu’s old tears

refusing to let the poem sink into dead indifferent beauty»

 

O engajamento da poesia de Lian esteve presente no poema dedicado ao artista plástico Ai Wei Wei, preso pelo governo sob acusação de ser um pornógrafo. Uma sentença que surge como reação  às investigações de Wei Wei ao terramoto de Sichuan.

 

«E em 68 ou em 69

era através de ti, que eu descobria

os Beatles e os Stones;

as canções do Bob Dylan protestando

contra a eterna guerra do Vietname.»

 

Foi à memória do irmão e da sua geração que Fernando Pinto do Amaral recorreu para convocar a sua poesia em quatro momentos que oscilaram entre o respeito pela forma do soneto e a graça das aves de arribação que nos cercam no dia a dia, sejam garças com silicone ou vulgares pegas.

 

 

A harpa de Francesco Benozzo acompanhou tanto este poeta como o madeirense João Carlos Abreu, ex-secretário regional de Turismo e Cultura. A memória que o poeta doou ao arquipélago em forma de museu regressou à sua «ilha vagabunda» para contar algumas histórias das suas paixões, invariavelmente ausentes.

 

A spoken word chegou-nos pela voz do americano Barry Wallenstein, que há muitos anos tem trabalhado a ligação entre o improviso de jazz e a poesia. Autor de um disco classificado como revelação pela revista All about Jazz, Barry mostrou-nos o «Mundo de Tony».

 

 

Jaime Rocha e José Viale Moutinho fecharam a representação da poesia portuguesa. João Luís Barreto Guimarães já falara dos haiku de Vítor Gaspar, nas Correntes D’Escritas. Desta feita, foi Viale Moutinho a convocar o ministro das Finanças para lhe emular o registo da leitura. Em quase soletrada cadência, a poesia foi ganhando ritmo, sem se assustar com o ogre que dizem dominar a ilha.

 

O contrabaixo de Massimo Cavalli, as intervenções do vídeo-poeta Giorgio Longo e o concerto de harpa, em registo celta, de Francesco Benozzo completaram uma noite durante a qual a poesia… não foi uma invenção nossa.

 

 



por festivalliterariodamadeira às 00:05 | comentar | partilhar

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