Autores
Afonso Cruz



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Ana Margarida Falcão



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Barry Wallenstein



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Eduardo Pitta



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Fernando Pinto do Amaral



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Francesco Benozzo



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Francisco José Viegas



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Graça Alves



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Inês Pedrosa



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Jaime Rocha



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João Carlos Abreu



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Joel Neto



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José Manuel Fajardo



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José Mário Silva



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Júlio Magalhães



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Karla Suárez



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Manuela Ribeiro



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Patrícia Reis



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Paulo Sérgio BEJu



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Pedro Vieira



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Rui Nepomuceno



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Valter Hugo Mãe



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Yang Lian



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Moderadores
Ana Isabel Moniz



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Castanheira da Costa



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Diana Pimentel



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Donatella Bisutti



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Francisco Fernandes

Participações Especiais
Giorgio Longo



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José Viale Moutinho



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Manuele Masini



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Massimo Cavalli

Sex, 16/Mar/12
Sex, 16/Mar/12

 

Poucas horas depois de a Universidade da Madeira (UM) ter acolhido este festival literário para debater poesia, o Teatro Municipal Baltazar Dias acolheu o reitor da UM para um debate muito menos poético: «Éramos felizes e não sabíamos: Como a troika mudou os nossos dias.»

 

Patrícia Reis, José Manuel Fajardo, Inês Pedrosa, Rui Nepomuceno e Pedro Vieira foram os autores convidados a refletir sobre os reflexos da crise na literatura.

 

 

Conhecido pelas suas investigações científico-sociológicas, Pedro Vieira perscrutou a influência da crise e do FMI na produção literária. «Em 1977, quando o FMI chegou pela primeira vez publicou-se O Nome das Coisas, de uma tal de Sophia de Mello Breyner, bem como As Fúrias, de uma Agustina Bessa-Luís. […]. No ano passado foi publicado, ainda que lhe falte o devido distanciamento, um romance de que gosto muito, Deixem Falar as Pedras, do David Machado. Acredito que o FMI não tenha tido assim grande influência.» A aliar a esta investigação, houve ainda espaço para reflexões sobre a qualidade dos autores do pré e do pós-25 de Abril.

 

 

Neste vaivém entre passado e futuro da revolução, o madeirense Rui Nepomuceno defendeu que a cultura não teve o investimento de que necessitava com o advento da liberdade e da autonomia. «Um povo pouco culto é um povo incapaz de participar na democracia.» Inês Pedrosa acredita que a Madeira precisa de maior investimento na cultura, «mas este festival é uma demonstração de que há coisas a acontecer e com condições para crescer».

 

Mas, voltando à felicidade, pode alguém fazer feliz o mundo, sem fazer feliz a sua família? Inês Pedrosa acha isso muito duvidoso. «Marx tentou criar regras para uma melhor distribuição no mundo, vivia obsessivamente à procura da felicidade coletiva e dava muito pouca atenção à felicidade da família. Era um estafermo que não lhes dava atenção. Althusser escreveu uma lindíssima carta à mulher a pedir desculpa por não ter tido cuidado da felicidade dos seus mais próximos.»

 

Enquanto isso, lá vamos andando, como se pode… ou mais ou menos. Vergílio Ferreira dizia que «a felicidade não está no que acontece, mas no que acontece em nós desse acontecer». Contudo, para Inês Pedrosa, acontece que os Portugueses são muito pessimistas, ao passo que, para Patrícia Reis, os Espanhóis são mais alegres.

 

O espanhol José Manuel Fajardo assume que os seus patrícios «falam mais alto, fazemos mais ruído e rimos muito mais, o que até pode ser só uma máscara». Esta felicidade pode ser muito mais aparente do que parece e não é mais do que o reflexo da nossa perceção da vida.

 

E, segundo Pedro Vieira, há um comissário europeu alemão, Olli Rehn, que cita Fernando Pessoa. E os Portugueses, em depressão cultural, consomem mais marcas brancas: «Haverá marcas brancas na literatura. Será José Rodrigues dos Santos a marca branca do Dan Brown?»


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por festivalliterariodamadeira às 19:56 | comentar | partilhar

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