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Participações Especiais
Giorgio Longo



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José Viale Moutinho



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Manuele Masini



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Massimo Cavalli

Sáb, 17/Mar/12
Sáb, 17/Mar/12

 

Classicismo e originalidade marcaram o discurso de Francisco Fernandes, ex-secretário regional de Educação e Cultura, que abordou a literatura infantil naquilo que tem de revisão e constante atualização. Foi esse o mote deste debate sobre a originalidade.

 

A escritora madeirense, Graça Alves, não duvida de que toda a gente já se apropriou de outros autores e escritos. Sem perder tempo com a angústia da influência, de Harold Bloom, a autora propôs a «oportunidade da influência». O que já foi dito serve como porta para constantes recriações. «Se formos até aos clássicos, Homero não foi buscar as suas histórias ao nada. Camões não foi buscar Os Lusíadas a lado nenhum. Eu acho que funciona como um eterno retorno modificado. As nossas palavras são as palavras dos outros revisitadas. É aí que está a nossa originalidade.»

 

 

Haverá alguma originalidade no escrever madeirense, nesta distância imposta pelo oceano? Graça Alves acredita que a «originalidade está neste nosso universo muito finito. Neste mar que nos rodeia e nos beija». Mas vive ainda naquilo que lemos e no que escolhemos para ler. «O Meu Simão daquela tarde não teria existido sem o Fazes-me Falta, da Inês Pedrosa.»

 

 

Menos inchado do que o ano passado (quando sofreu um ataque alérgico) mas igualmente orgulhoso de ser convidado do FLM, José Mário Silva considera que só ignorando ou fazendo por ignorar o que está para trás é que se pode pensar que se é original. Ao assumir a sua comum mortalidade, o autor de Efeito Borboleta e Outras Histórias crê que «não estamos a escrever o mesmo que os clássicos porque nenhum de nós tem a veleidade de pensar que vai entrar para o cânone. Somos autores estimáveis, mas o cânone é algo de inacessível». Os poemas que escreveu sobre a transposição de mitos clássicos para os dias de hoje, como «Eurídice com mala Gucci e casaco de peles» (incluídos no seu livro de poemas Luz Indecisa, de 2001) servem de exemplo dessa necessidade de regressar ao património literário universal.

 

«O que nos deve preocupar é a procura de um estilo. O escritor não se deve preocupar muito com a trama, até porque não há muitas variações possíveis.» A confissão é de Saul Bellow, citado por Enrique Vila-Matas, citado por José Mário Silva, numa espécie de caixas chinesas em que a literatura também se transformou desde o princípio dos tempos.

 

 

Disse Terêncio, um dia, que «não há nada que seja dito hoje que não tenha sido dito antes». Natural de Cuba, Karla Suárez falou da origem da sua natureza de escritora e de leitora. O argentino Julio Cortázar, um dos homens da sua vida, contaminou a escritora em formação: «Um dia falei com ele [Cortázar], ele já era um bocado morto mas disse-lhe: “Olha, a nossa relação, a minha paixão por ti e pela tua obra tem de ficar por aqui.»

 

Assim avançou para uma vida em França, onde, para aprender a falar francês, começou a ler autores como Camus. Descobriu que era possível ser influenciada por autores que ainda não lera. O mesmo aconteceu quando leu, por exemplo, Calvino, entre tantos e tantos outros. A originalidade está em saber viver com as influências e com o nosso património literário.


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por festivalliterariodamadeira às 18:52 | comentar | partilhar

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