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Participações Especiais
Giorgio Longo



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José Viale Moutinho



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Manuele Masini



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Massimo Cavalli

Sáb, 17/Mar/12
Sáb, 17/Mar/12

 

«Ou: um dia

tão bonito

e eu

não fornico»

Adília Lopes

 

Foi num dia tão bonito que, por entre baldes, bola, vinho do Porto e gatos, se falou sobre se éramos piegas e não sabíamos.

 

«Se ser piegas é exacerbar as coisas comezinhas, então eu sou piegas»: a confissão chegou através de Joel Neto, um açoriano que quis ser madeirense e entretanto cresceu. A pieguice veio equipada de verde e branco à Lusitânia dos Açores, visitando um trecho do novo romance de Joel Neto, Os sítios sem Resposta. Miguel João Barcelos, o protagonista, recordou o dia em que o padrinho lhe ofereceu um equipamento do Lusitânia e a primeira partida vista ao vivo. Ao contrário das bancadas do estádio, em que os verdes e brancos corriam para a vitória, a plateia do Teatro Municipal Baltazar Dias, igualmente lotada, ouviu em silêncio as minudências piegas de um catraio adepto do Lusitânia.

 

 

«Sempre fomos piegas e não sabíamos, ou sabíamos e não queríamos aceitar.» A tese é de Manuela Ribeiro, que se socorreu de Eduardo Lourenço para responder à questão.

 

A lamechice é uma espécie de luz, em forma de e-mail com conselhos para a salvação do mundo. Mas a lamechice também pode ser a maldição de quem não encaminha estas mensagens para 10 amigos nos próximos 30 minutos. «Ser lamechas e piegas influencia a nossa vida? A minha? Todos os dias», sentenciou.

 

 

Um ilustrador no meio de escritores para falar de pieguice pode parecer lamechas, mas Paulo Sérgio BEJu saiu-se com a desenvoltura de uma madrugada. Acompanhado pelas suas ilustrações e fotografias, foi mostrando as suas perplexidades e descobertas, do túnel do Saramago aos piercings e tatuagens dos livros da Livraria Esperança.

 

«Estou numa fase de receber muitos e-mails em chinês e de ajuda para aumentar o pénis, que eu agradeço.» Foi assim que Valter Hugo Mãe deu um chuto na pieguice, preferindo falar na comoção que os poemas e a voz de Jaime Rocha lhe provocam. «Como fica à flor da pele e qualquer beijo de novela me faz corar», tal como canta Gal Costa.

 

«Há um programa que costumo ver no cabo sobre um tipo que constrói casas para os desgraçadinhos, para estropiados. Nunca é só para alguém que precise de casa. No momento em que eles entregam a casa, parece que sou eu que a recebo. Todas as televisões deviam ter um programa assim.»

 

No outro extremo desta mesma comoção, a obra do arquiteto Paulo David inspirou o autor de O filho de mil homens. «O rochedo amadureceu para casa»; a Casa das Mudas é esse «rochedo educado» que comove Valter e o faz regressar sempre à Madeira. «As casas são umas roupas muito largas que vestimos […]. Penso assim porque não consigo pensar em casas sem pensar nas pessoas. Se não há pessoas, que venham então os estorninhos.» A pieguice pode morar na inteligência de quem, negociando com os vulcões, constrói onde antes nasceram só disparates. «Na Madeira a natureza fez tudo quanto havia para fazer, e ao homem cumpre não destruir», e isto não é pieguice.

 


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por festivalliterariodamadeira às 17:16 | comentar | partilhar

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